Millennials que geração é esta

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Criada com a oitava maravilha do mundo – a internet –, a Millennials é aquela geração que chega aos 30 sem anel no dedo, sem casa e sem emprego fixo. Que privilegia a experiência à posse, opta por produtos personalizados e serviços à medida e apresenta-se como multicultural, tolerante e ecorresponsável. Que parece viver desligada do amor e demonstrar sinais de narcisismo
A geração Y, também conhecida por Millennials, nasceu algures nos anos 80 e vai, mais coisa menos coisa, até ao ano de 1996. São nativos digitais, filhos da globalização.
Também são conhecidos como Generation Me (Geração Eu), pois são os grandes protagonistas das selfies, mas em regra buscam o melhor para as organizações em que estão inseridos, para a sociedade, para o mundo. Inicialmente apelidados de “preguiçosos”, por viverem até mais tarde em casa dos pais, têm-se revelado bem mais empreendedores do que os seus antecessores. São, no entanto, a geração mais afetada pelo desemprego.
São mais racionais no que ao consumo diz respeito, mais conscientes em matéria de ambiente e menos fiéis às marcas, privilegiando a experiência em detrimento da posse.
São, todavia, uma geração entregue a um sistema de Educação que não conseguiu, ainda, ajustar a oferta e o método às reais necessidades do mercado de trabalho. Que assistiu ao colapso do sistema financeiro e sentiu os efeitos provocados pela recessão.
Uma geração que, apesar das adversidades, lutou por ter um canudo. Mas que ao fim de contas não tem emprego para a vida, nem pensa vir a ter reforma.
Como pensar em casa, anel e filhos? E o que responder à geração antecessora que estranha esta nova geração e ao sistema que não consegue dar resposta?
Reinventar-se, com liberdade, consciência e conhecimento. E aguardar que haja um maior compromisso entre educação e emprego, para haver melhores perspetivas de carreira e estabilidade. Importa também que as organizações entendam que esta é uma geração impulsiva e com alguma insatisfação natural, que busca a satisfação e o retorno imediatos.
Desafiar o sistema económico e obrigar aos setores tradicionais, também eles, a reinventarem-se. Atente-se no “Airnb”, “Uber” e outros conceitos que têm como base a partilha como “cowork” e “carsharing”.

Carmen Costa

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About Author

Carmen Costa nasceu em Ponta Delgada, a 5 de novembro de 1982. Desde cedo nutriu um gosto especial pela área da Comunicação, tendo, em 2000, com 17 anos ainda, partido para Lisboa para estudar Jornalismo. Foi jornalista na RTP-Açores, na Açormedia e no jornal Correio do Norte. Mais tarde, enveredou pela Comunicação Empresarial e ingressou no Coliseu Micaelense. Atualmente, encontra-se, mais uma vez, a desempenhar funções na RTP-Açores. É também formadora na área da Comunicação e Relações Públicas, Produção de Eventos e Espetáculos, Secretariado e Atendimento.

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