Boa tarde, Coliseu Micaelense, fala a Carmen. Em que posso ajudá-lo?

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O lançamento do livro Coliseu Micaelense – 100 Anos de Cultura, de José Andrade, marcou o encerramento das comemorações dos 100 anos daquela que é a maior casa de espetáculos dos Açores.
Para mim, foi chave de ouro. Por deixar uma obra imune ao tempo, passível de ser consultada por todos, mas também pela forma como a cerimónia foi pensada.
Os eventos são únicos e cumprem com objetivos específicos, prévia e estrategicamente pensados. Mas, note-se, a própria forma como são organizados também comunica, diz muito das instituições promotoras e de quem organiza, numa linguagem que não se aprende nos livros, nem nas aulas: requer sensibilidade, vocação.
E aquilo que vivi hoje foi deveras bonito: 100 testemunhos, 100 histórias descritivas da relação com o nosso coliseu.
Quanta riqueza! A evidência de que são as pessoas, os mais variados públicos das organizações, com os seus saberes – académicos, experiência, competências pessoais e interpessoais, sabores e dissabores – que fazem as instituições e de que há espaço para o contributo de todos.
Tenho o privilégio de servir esta instituição há nove anos e tive o gosto de fazer parte deste grupo de personalidades.
Deixo aqui o texto que escrevi inicialmente para a ocasião, que depois, por imperativos logísticos, teve de ser adaptado a reduzido.
«“Boa tarde, Coliseu Micaelense, fala a Carmen. Em que posso ajudá-lo?” Posso dizer que a minha relação com esta casa começou há sensivelmente 9 anos. Rapidamente passei a ser a “Carmen do Coliseu” e, sem dar conta, o Coliseu passou a ser uma parte tão significativa de mim. Uma relação que tem permitido um crescimento mútuo, bem como a criação de sinergias, assente em princípios e valores que vão muito além dos que habitualmente constam de um contrato de trabalho.
Ao tomar as mais pequenas decisões, faço-o sempre com um grande sentido de responsabilidade por procurar honrar a história do nosso Coliseu – erguida sob valores tão nobres como a Democracia, corresponder às expectativas dos seus tão heterogéneos públicos – não fosse esta uma casa das massas, e estar no mínimo à altura dos desafios – e até de prepará-lo antecipadamente para outros.
Ter como matéria-prima a magia dos eventos e dos espetáculos e a transmissão de emoções, valores, costumes e tradições; o privilégio de contactar com artistas, agentes culturais e educadores; e o servir uma instituição que coloca Ponta Delgada – a minha cidade, e os Açores no mapa das grandes salas do país e que é mais do que o símbolo de uma geração fazem desta uma missão deveras especial. Obrigada, Coliseu Micaelense».
Gostava de deixar apenas mais uma nota: a expressão que escolhi para iniciar o meu discurso e para título deste texto revela aquilo que considero uma pedra basilar para qualquer relação: simpatia, disponibilidade e cultura de serviço. Parece simples, mas não é.

Carmen Costa

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About Author

Carmen Costa nasceu em Ponta Delgada, a 5 de novembro de 1982. Desde cedo nutriu um gosto especial pela área da Comunicação, tendo, em 2000, com 17 anos ainda, partido para Lisboa para estudar Jornalismo. Foi jornalista na RTP-Açores, na Açormedia e no jornal Correio do Norte. Mais tarde, enveredou pela Comunicação Empresarial e ingressou no Coliseu Micaelense. Atualmente, encontra-se, mais uma vez, a desempenhar funções na RTP-Açores. É também formadora na área da Comunicação e Relações Públicas, Produção de Eventos e Espetáculos, Secretariado e Atendimento.

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