Emails do Governo dos Açores sofrem ataque informático

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Está a decorrer, por parte da Polícia Judiciária, uma investigação sobre a existência de uma lista com emails e ‘passwords’ do Governo, forças militares, Justiça, empresas e jornais que terão sido recolhidos em ataques a redes sociais.

A revista Sábado informa, na sua edição de hoje, que milhares de endereços de email e as respetivas ‘passwords’ de funcionários públicos, quadros de bancos, grandes empresas e clubes de futebol estão a circular na Internet em duas listas. A mesma fonte diz ainda que “identificou 1.046 endereços de email terminados em ‘gov.pt’ repartidos por diversas áreas, incluindo 15 que pertenceram ao gabinete dos ex-primeiros-ministros José Sócrates e Pedro Passos Coelho; 42 da Presidência do Conselho de Ministros; 36 do Ministério da Defesa Nacional; 99 do Ministério dos Negócios Estrangeiros e 330 do Governo Regional dos Açores”.
O diretor do Combate ao Crime Informático da Polícia Judiciária (PJ), Carlos Cabreiro, disse hoje à Agência Lusa que a força de segurança teve “informação da existência da suposta lista e, com base nisso, foi iniciada uma investigação”.
Os endereços “terão sido recolhidos nos últimos anos em ataques a redes sociais e em outros sítios na Internet que impliquem um registo com um email e uma ‘password’”.
Segundo a Sábado, as duas listas estão a difundir-se na chamada ‘dark net’, a qual se define por ser uma parte da Internet acessível apenas através de um ‘software’ específico, com as designações ‘Exploit.in’ e ‘Anti-Public’.



“Segundo o centro de cibersegurança da Nova Zelândia, a primeira lista terá sido compilada em meados de 2016 e a segunda começou a circular no final do mesmo ano. No entanto, só terão sido detetadas em maio de 2017”, diz, ainda, aquela revista.
Ao todo, as listas “têm mais de mil milhões de endereços e ‘passwords’ recolhidas nos últimos anos a ataques a redes sociais como o Facebook, Linkedin e Twitter ou a ‘sites’ de armazenamento de dados como o Dropbox ou outros que impliquem um registo”.
Diz a Sábado que o objetivo dos piratas informáticos “é recolher as credenciais para verificar se os proprietários as usam, como é vulgar, em diferentes sistemas. Ou seja, ao recolherem a ‘password’ utilizada para entrar numa rede social, os ‘hackers’ poderão depois entrar diretamente no email e obter a informação que lá está guardada se a senha utilizada for a mesma”.
Na lista estarão também “emails e palavras-passe de nove pessoas que trabalham no Centro de Gestão de Rede Informática do Governo (CEGER), organismo responsável pela rede informática que serve o executivo e o apoia nas comunicações e nos sistemas de informação”.
Existem, também, dados de funcionários e titulares políticos autárquicos e empresas como a CP – Comboios de Portugal, TAP, EDP e Rede Elétrica Nacional.

9idAzoresNews
Fontes: Lusa e +central

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