1 ano perdido

Google+ Pinterest LinkedIn Tumblr +
Eu chamo-me Beatriz, tenho 20 anos, sou uma estudante de Medicina da Universidade dos Açores e em Setembro irei começar as aulas do 3º ano. Mas, como podem calcular já deveria estar a fazer as malas para seguir em direção a Coimbra, de modo a iniciar o 4º ano, pois quem fica colocado na nossa Universidade faz os primeiros 3 anos cá e os restantes 3 em Coimbra.
Infelizmente, eu, tal como muitos estudantes, fiquei retida por causa dos Exames Nacionais, nomeadamente, o de Biologia e Geologia do 11º ano, na qual só obtive nota (superior a 14) no 13º ano, ou seja, tive que “perder” um ano a estudar para aquele exame. “Quem são os culpados desta situação?” – É a pergunta que é feita todos os anos, quando saiem os resultados. A meu ver, todos têm a culpa, desde os alunos, os professores, até o Ministério da Educação: os alunos precisam de trabalhar em conjunto com professores e explicadores, por mais que isso lhes custe; os professores e as suas avaliações periódicas têm de ser tão exigentes como os exames, apesar do grau de dificuldade variar de ano para ano, sem sabermos a razão; o Ministério da Educação também tem culpa porque os nossos métodos de avaliação não são adequados às formas de ensino.
Consciencializar-me que iria perder um ano da minha vida foi uma tarefa muito difícil para mim, porém com o apoio incansável dos meus pais, da minha irmã e do meu namorado, a situação foi melhorando ao longo daquele ano. A tristeza, a revolta, frustração e os choros foram desaparecendo, mas estes sentimentos são aceitáveis, dado que sempre sonhei com Medicina, mesmo antes de entrar no Liceu.
Portanto, para as pessoas que vão passar pelo mesmo, “Não desistam, nem desanimem, pois este ano será de aprendizagem e de maturidade”
Obviamente, o esforço deste ano foi recompensado e no dia 06/09/2014, soube do resultado. Mal eu sabia a oportunidade única que me estava a ser dada ao ter sido colocada na UAç.
Aqui, as turmas são pequenas (aproximadamente 40 alunos), o que permite que haja uma boa relação entre os alunos e entre estes e os docentes (professores e médicos), facilitando, assim, a integração dos recentes alunos de Medicina. Além disso, também possibilita aos alunos, o contacto direto com a realidade hospitalar e com os doentes, no início do 1º semestre do 1º ano, através da cadeira de Introdução à Prática Médica.
Por fim, é de salientar a existência do NEMA (Núcleo de Estudantes de Medicina da UAç) que realiza diversas atividades com a finalidade de relacionar os alunos com a sociedade, ao participarem na Recolha de Brinquedos, Semana da Saúde, Hospital da Bonecada, entre muitas outras. Também proporciona o convívio dos alunos através de atividades de lazer como Jantares de Curso e Gala Médica.
Share.

About Author

Formada em Comunicação Social e Cultura, pela Universidade dos Açores, Patrícia Carreiro tem como paixão os livros. Já escreveu e publicou os seguintes livros: A Distância que nos Uniu, Amizade a branco e preto, O fio perdido e Os limites do coração. Enquanto jornalista já passou pela RDP e RTP Açores, Açoriano Oriental, Expresso das Nove e JornalDiário.com. Foi representante da Chiado Editora e da Pastelaria Studios Editora nos Açores e coordena o projecto EscreVIVER (n) os Açores. Atualmente, é diretora editorial e jornalista da 9idAzoresNews.

Comments are closed.