Editoriais

Jornalismo: a possibilidade de ser!

O que é o jornalismo? O que é ser jornalista? Como é contar o que se ouve e o que se descobre? É uma aventura fantástica! Completamente!
Ser jornalista faz-nos entrar na casa das pessoas, pela televisão, pela rádio, pela internet, pelos jornais: sem pedir permissão! E as pessoas gostam? Claro que sim!
Gostam de receber as notícias pela manhã, enquanto bebem o café, ou de espreitar os títulos enquanto preparam os lanches dos filhos.
Ser jornalista é a possibilidade de ser importante na vida da sociedade, responsável pelos assuntos que são noticiados, ser capaz de partilhar aquilo que chegou até nós.
Ser jornalista é assim: uma montanha russa de sensações e de orgulho sempre que cada página é editada com o nosso nome.
O meu percurso jornalístico começou há doze anos, em 2004, quando decidi, acidentalmente, ingressar no curso de Comunicação Social e Cultura, na Universidade dos Açores. Fiz o primeiro estágio em jornalismo, no jornal Expresso das Nove. Neste Verão tudo mudaria: e tudo mudou. O frenesim de trabalhar numa redacção fez-me agradecer todos os dias por ter frequentado e concluído aquele curso.
Outros anos do curso se seguiram e outros estágios também: Açoriano Oriental, Jornal Diário, RDP e RTP Açores. Mas os estágios chegaram ao fim. A realidade impunha-se e o desemprego também. Em Outubro de 2009 vi-me a braços com um curso concluído e com o desemprego à porta!
Tinha que ganhar um ordenado no fim do mês, e foi o que me levou ao trabalho administrativo que hoje em dia desempenho. No entanto, queria escrever: o máximo que pudesse. Iniciei então uma caminhada de entrevistas a artistas que iriam ser publicadas no Açoriano Oriental. Jornalistas, escritores, músicos, pintores, etc. Nesta aventura, já mais de 100 entrevistas foram realizadas por mim: e quanto orgulho sinto.
Mais tarde, surgiu um convite: coordenar um projeto de escrita criativa nos Açores, o EscreVIVER (n) os Açores. Este tem como mentor principal o escritor Pedro Chagas Freitas. Entre diversos eventos literários, foi ficando o gostinho da escrita e a criatividade começou a morar no meu cérebro.
Para completar o puzzle, percebi na escrita literária uma porta aberta para ser mais preenchida profissionalmente. Assim sendo, já publiquei quatro livros e outros se seguirão!
Na realidade, depois de toda esta mudança na minha vida, concluo que tenho que fazer o que gosto, da melhor maneira possível!
Por isso, nasce hoje o Azores News: um projeto editorial que leva os Açores mais longe!
Acompanhem-nos: não se irão arrepender!

Patrícia Carreiro

E vamos crescendo!

Ao fim de 4 anos, a 9id decidiu crescer e transformou-se na 9id/AzoresNews. Todo o projeto ganhou muito com a vitalidade que a AzoresNews impôs a partir do momento em que iniciámos uma conversa diária com os nossos leitores. A AzoresNews trouxe o pulsar açoriano.
Um mês depois da abertura da AzoresNews, os resultados não poderiam ser melhores. As colaborações e as palavras de entusiasmado sucedem-se e a equipa vai ganhando consistência. De momento, já temos cerca de quatro jornalistas a colaborar com a nossa equipa e o mesmo número de cronistas a escrever sobre a realidade açoriana.
Algumas ilhas já marcam presença no nosso projeto, pelo que a porta continua aberta a quem tiver vontade de embarcar nesta aventura.
As ilhas deste arquipélago são frutuosas em histórias e iniciativas e no primeiro mês da 9id com a AzoresNews quisemos chegar ao maior número possível de lugares e atingir uma maior variedade de assuntos. Começámos com um workshop de fotografia sobre a temática Outono que aconteceu em Angra e, para adoçar a boca, divulgámos a importância do mel que se falou no Fórum Nacional da Apicultura, na Terceira. Um tema menos doce, mas necessário, é a violência doméstica, a qual se debateu em São Miguel e teve um espaço na AzoresNews também. A ilha do Pico também chegou à AzoresNews com a notícia de ser a Cidade do Vinho 2017.
O Festival “O mundo aqui”, da AIPA, também teve lugar na nossa secção de cultura, assim como a Cimeira do Amor, realizada em Ponta Delgada, ou a exposição de Isabel Pinheiro “Quanto a arte encontra o vinho”, patente no Centro Municipal de Cultura em Ponta Delgada.
O windsurf, a vela ou os botes baleeiros também já enalteceram o nosso site, contando o que os nossos açorianos fazem na área do desporto.
Sociedade, entrevistas, informações sobre as nossas freguesias e municípios: tudo e todos têm lugar e espaço no nosso projeto.
Muitos mais foram os outros eventos que noticiámos e que divulgámos nas nossas páginas, sempre com o real objetivo de levar os Açores mais longe. E vamos continuar a fazê-lo, semana após semana, mês após mês.
A 9id também recebeu novos conteúdos, como a entrevista a Cristina Taquelim ou a reportagem sobre a vida de Ilda Braz. Nesta página do projeto narramos histórias e pormenores açorianos que carecem e merecem chegar à luz do dia. Os temas açorianos e relacionados com os Açores continuarão a ser a prioridade deste nosso projeto.
A equipa está mais coesa e mais firme. A 9id/AzoresNews está a crescer e o seu contributo será fulcral.
Acompanhem-nos!

Patrícia Carreiro e Filipe Carneiro

O mundo não para!

“Contou a história, demorando-se nos pormenores, nas voltas e reviravoltas, inventando com talento e gosto o muito que desconhecia.”
(José Eduardo Agualusa, em A Teoria Geral do Esquecimento)



É assim a vida do jornalista. Conta a história, vai ao essencial e dá voltas e reviravoltas no todo e no pormenor; no geral e no particular; naquilo que o leitor quer ler, ver e/ou ouvir. E depois inventa: formas de contar melhor, de ser melhor, de explicar e informar de uma forma cada vez mais clara!
Mas, como em tudo, no jornalismo nem tudo são rosas! Há bem pouco tempo, realizou-se o 4º Congresso dos Jornalistas, depois de muitos e muitos anos; 19, para ser mais precisa. E depois deste tempo todo os jornalistas mostram-se cansados, desiludidos com a profissão, frustrados com a sociedade que – muitas vezes – não os deixam ser jornalistas!
Foram mais de 40 as propostas aprovadas neste congresso, o que revela que os jornalistas, apesar de tudo, estão aí, vivos e de saúde. Aliás, recomendam-se: para infelicidade de muitos, mas para alegria de outros tantos! Porque sem jornalistas não há informação e sem informação não há mundo!
Muito se leu sobre o congresso e muita tinta correu nos jornais. Chegou-se à conclusão que falta o tempo e a oportunidade de exercer a profissão; percebeu-se – uma vez mais – que o sistema jornalístico, e não só, está viciado, com os vícios dos viciados de sempre e com os apêndices que atrás deles (os viciados) veem…
Os salários continuam com dígitos abaixo do esperado, mas as contas e a vida económica não tem qualquer interregno! E a independência do jornalista e dos órgãos de comunicação social fica limitada, restringida a quem – falsamente – estende uma mão: ou duas!
No entanto, há outras opiniões, aquelas que – realmente – nos agradam. O jornalismo passa, agora, por uma fase menos boa, mas tem muito mais coisas boas e positivas à sua volta. O jornalismo chega, agora, a mais pessoas, em várias partes do mundo, a qualquer hora do dia. E isso é muito bom! É caminho feito para quem quer caminhar fazendo das notícias o seu mundo. O jornalismo é, agora, digital na grande maioria das vezes e ganha uma dimensão mais do que dinâmica, mais do que interessante.
Trabalhamos mais e procuramos mais, mas temos mais formas de procurar; existem mais fontes e mais pessoas disponíveis e interessadas em ser e fazer notícia. O mundo não para e as notícias também não. Mas será que queríamos que isso acontecesse? Não! De forma alguma!
O que nunca podemos esquecer é a nossa forma de comunicar, a nossa qualidade, veracidade e credibilidade junto dos nossos leitores. É este mundo fantástico de ter o mundo na mão que nos deve fascinar, mas sempre com rigor, honestidade e humildade. Só assim contaremos histórias que deem reviravoltas na mente do leitor, só assim contaremos pormenores que se transformarão em formas fantásticas de ver a vida!
E é este caminho que a 9id AzoresNews tem vindo a percorrer. A contagem dos visitantes aumentou, o número e a qualidade dos cronistas, jornalistas, fotógrafos e ilustradores também. Queremos chegar mais longe, e lá estamos a chegar.
No jornalismo açoriano temos um lugar cada vez maior e o seu contributo é fundamental. Continuaremos por aqui, dia após dia, com a missão de informar e de ser portadores dos nossos Açores: para qualquer canto do mundo!
O mundo não para, já dizia David Dinis, diretor do Público, um dia destes; nós subscrevemos e dizemos que não queremos que os Açores parem. Isso, sim, seria um desperdício!

Acompanhem-nos!

Patrícia Carreiro & Filipe Carneiro

“A mim apetece-me mais…”

Imagine uma estrada muito comprida com diversas peripécias; imagine a sensação de andar nesta estrada e apreciar tudo o que surge, tudo o que a velocidade de um carro, a percorrê-la, nos permite; imagine ser feliz por aí, mesmo com o alcatrão esburacado, mesmo com o lençol de água que, entretanto, se criou com a chuva e que o fez conduzir mais devagar, com mais segurança. Imagine. É isso que temos vivido desde 2013.
A lufa-lufa tem sido bastante, mas satisfeita. A 9idAzoresNews não para: literalmente.
Tanto assim é que começamos a ver o seu crescimento e percebemos que o caminho é por aqui. Tem sido difícil, muitas vezes, porque a vida quer-se de conquistas e de avanços. No entanto, e num país como o nosso, os recuos avançam-se e o domínio sobre eles, e sobre todo o resto, tem de vir de nós.
Este projeto está a seguir caminho de uma forma inesperada e feliz. Mas assim não seria se o Filipe Carneiro por aqui não andasse. Sim, este editorial é, para variar, assinado apenas por mim, Patrícia Carreiro.
Diria mais que este texto é uma ode a todo o esforço e alegria que o Filipe deposita neste projeto e em mim quando percebo, cansada de mais um dia de milhentos afazeres que não apenas jornalísticos, que desistir não é opção. E temos vindo a fazer isso mesmo: a mostrar quem não desiste, a contar histórias de quem continua a lutar com a cabeça muito mais do que acima dos ombros, com a cabeça no coração, e a fazer as nossas ilhas irem mais longe…
Como diria o meu bom amigo Filipe Carneiro, “a mim apetece-me mais” revelar a felicidade dos que fazem os Açores…
“A mim apetece-me mais” fazer parcerias e divulgar a escrita de quem sabe o seu lugar e importância num arquipélago que tem tudo para ser feliz…
“A mim apetece-me mais” ir longe e bem longe com tudo o que se tem conseguido por aqui!
Neste momento, os colaboradores do jornalismo, de fotografia, ilustração, cronistas, parceiros, etc, são mais do que suficientes para se construir uma casa que vai ganhando recheio, cor e alegria. Sem eles, nada teria sido feito! O resto com o tempo vem e com quase meio de ano deste projeto conjunto, 9idAzoresNews, “a mim apetece-me mais”!
A mim apetece-me, simplesmente, agradecer!

Patrícia Carreiro