“O mundo está repleto de histórias”

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As histórias deste livro são escritas a 24 mãos, com coordenação de Isabel Nery, Sofia Branco e Anabela Natário, da direção do Sindicato dos Jornalistas.
Os autores do livro são jornalistas e procuraram mostrar à sociedade o que é de facto ser jornalista e contar o mundo através dos meios de comunicação social. Intitulado Tudo por uma boa história – Confidências e relatos de Jornalistas Portugueses, o livro tem a chancela da Esfera dos Livros.
Isabel Nery falou à 9idAzoresNews sobre o projeto e sobre a realidade atual do jornalismo em Portugal.

Tudo por uma boa história é escrito a 24 mãos. Fale-nos deste livro.
Este livro nasce para dar a conhecer melhor o trabalho dos jornalistas no terreno e para contribuir para a literacia da informação e do jornalismo, permitindo ao leitor compreender melhor os constrangimentos, regras éticas e dificuldades associadas à profissão. Se conhecerem melhor estas questões serão também leitores mais críticos da informação.

De onde surgiu esta ideia?
Esta ideia surgiu das discussões que fazemos na direção do Sindicato dos Jornalistas sobre os problemas da profissão e dos profissionais. O Congresso dos Jornalistas, que não se realizava há quase 20 anos, era o momento ideal para lançar um livro que permita conhecer melhor esta profissão.

Na sua opinião, o que é uma boa história?
Em termos jornalísticos, é uma história que nos fale da realidade que nos rodeia, ajudando a contextualizá-la e a compreendê-la de forma crítica.

O jornalismo atual precisa de mais boas histórias?
O mundo está repleto de histórias. O que falta são os meios, os recursos e a aposta nas boas histórias e não apenas na reprodução dos mesmos temas e interlocutores nos diversos órgãos de comunicação.

O que é, na sua opinião, ser jornalista?  
É assumir um compromisso com a verdade, que só pode ser eficazmente perseguida nas sociedades democráticas. Nunca perder a curiosidade. Estar ao serviço do leitor, assumindo que presta um serviço cívico.

Que desafios enfrentam os jornalistas nos dias de hoje?
Do ponto de vista laboral, a precariedade e a falta de tempo para aprofundar os temas. Do ponto de vista do futuro do jornalismo, assegurar a qualidade da informação numa época em que se espera receber a informação gratuitamente.

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About Author

Formada em Comunicação Social e Cultura, pela Universidade dos Açores, Patrícia Carreiro tem como paixão os livros. Já escreveu e publicou os seguintes livros: A Distância que nos Uniu, Amizade a branco e preto, O fio perdido e Os limites do coração. Enquanto jornalista já passou pela RDP e RTP Açores, Açoriano Oriental, Expresso das Nove e JornalDiário.com. Foi representante da Chiado Editora e da Pastelaria Studios Editora nos Açores e coordena o projecto EscreVIVER (n) os Açores. Atualmente, é diretora editorial e jornalista da 9idAzoresNews.

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