“É impossível colecionar pessoas”

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Raquel André coleciona histórias e vem apresentá-las no Walk & Talk (W&T) deste ano. Em entrevista à 9idAzoresNews, a artista falou-nos do espetáculo Coleção de Colecionadores e fez um convite a toda a comunidade para assistir ao mesmo, o qual será apresentado hoje e amanhã às 21h30, no Arco 8, em Ponta Delgada. O bilhete tem o custo simbólico de 6 €. Ainda não está convencido? Então venha saber o que tem a Raquel André para nos contar sobre o evento.

Como surge a sua participação na edição deste ano do Walk & Talk?
Nas últimas duas edições tive a sorte de estar no W&T, primeiro com uma residência, depois no último ano com o espetáculo Coleção de Amantes no Arquipélago, este ano surgiu continuidade do projeto que tenho vindo a desenvolver de coleção de pessoas. Quanto à coleção de colecionadores, achámos que faria todo o sentido mostrar o segundo passo deste projeto aqui.

Em que consiste o espetáculo que vem cá apresentar?
Na Coleção de Colecionadores marco encontros com colecionadores, vou às suas casas e peço que contem a sua história de vida a partir dos objetos que colecionam. Faço uma entrevista, filmada pelo documentarista açoriano Diogo Lima, um trabalho em cocriação com António Pedro Lopes também ele desta ilha, e vamos somando os colecionadores ao espetáculo. O espetáculo é um vídeo documentário teatral, onde eu vou falando e contando os colecionadores que encontrei pelas cidades onde passei; é um trabalho sobre a memória, é um mapeamento da nossa história como pessoas.

Como se faz uma Coleção de Colecionadores?
É impossível colecionar pessoas e o trabalho é sobre isso, é sobre a incapacidade de guardarmos tudo, apesar de que tudo fica guardado em algum lugar, e dentro de nós principalmente, mas toda a pesquisa e construção deste projeto é uma tentativa de descobrir como isso se faz.

Que tipo de colecionadores gostaria de angariar nos Açores?
Já angariei. Normalmente não tenho um objetivo específico do tipo de pessoas, todas as pessoas me interessam, cada um de nós tem um universo que me interessa descobrir.

Quem embarcou nesta coleção consigo?
O Diogo Lima e o António Pedro Lopes, que já referi, o Bernardo de Almeida também cocriador do trabalho, a Mónica Talina produtora, o Noiserv criador da Música, o desenhador de luz Rui Monteiro, em viagem temos a Carin Geada que faz a adaptação de luz e a direção técnica.

Como e quando descobriu o poder da arte?
Que pergunta difícil. Faço teatro desde os 12 anos. O poder da arte descubro todos os dias; a potencia criadora vai-se solidificando e fortificando por ser uma ferramenta diária, é o meu trabalho, mas todos os dias me surpreendo com as possibilidades, a magia, a transformação. Não sei especificar como aconteceu: acontece!

Quem é a Raquel André?
Que pergunta ainda mais difícil. Proponho que venham assistir ao espetáculo. Além de conhecerem a história de várias de pessoas, podem conhecer-me um pouco também neste trabalho, pois também me coleciono a mim mesma.

Fotografias de Rui Pinheiro, Tiago de Jesus Brás e Susana Neves
Facebook de Raquel André: https://www.facebook.com/raquelsandre

Facebook do W&T: https://www.facebook.com/walktalkazores/

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About Author

Formada em Comunicação Social e Cultura, pela Universidade dos Açores, Patrícia Carreiro tem como paixão os livros. Já escreveu e publicou os seguintes livros: A Distância que nos Uniu, Amizade a branco e preto, O fio perdido e Os limites do coração. Enquanto jornalista já passou pela RDP e RTP Açores, Açoriano Oriental, Expresso das Nove e JornalDiário.com. Foi representante da Chiado Editora e da Pastelaria Studios Editora nos Açores e coordena o projecto EscreVIVER (n) os Açores. Atualmente, é diretora editorial e jornalista da 9idAzoresNews.

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