“Era impensável escolher outro sítio que não os Açores”

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A escolha do arquipélago para mostrar ao mundo o seu primeiro videoclip foi do grupo musical açoriano The Code. A vocalista Marisa Oliveira traduziu em palavras simples e sentidas o que é este projeto musical que começa a ganhar nome e dimensão. A música “É o amor” tem feito sucesso e já chegou ao Continente Português. A novela da SIC “Espelho de Água” é o próximo desafio do grupo que viu o seu tema integrar a banda sonora daquele programa. Espetáculos não faltam e a vontade de crescer musicalmente também não. Mas não lhe adianto mais nada e convido-o a ouvir o que tem a Marisa para nos dizer sobre tudo isso.
“É o amor” é o vosso primeiro videoclip. Fale-nos desta experiência.
Inesquecível é a primeira palavra que me vem à cabeça! Mal lançámos a música soubemos que teríamos de fazer um videoclip e, claro, aqui na nossa linda ilha, com tanto potencial, coberta de beleza natural. Temos tanto para mostrar deste pequeno pedaço de paraíso. Era impensável escolher outro sítio que não os Açores para o nosso primeiro videoclip. Para além de mostrarmos a nossa música, mostrámos também as nossas origens, juntando o útil ao agradável. Decidimos gravar nas Sete Cidades, um lugar paradisíaco da ilha de São Miguel. Reza a lenda que em tempos, neste local, houve um pastor e uma princesa que lutaram por um amor impossível…
Que melhor sítio para fazer jus à letra de “É o Amor”?
Tivemos o privilégio de trabalhar com grandes profissionais, pessoas acolhedoras, humildes e felizes. É meio caminho andado para que as coisas corram pelo melhor. Surgiram algumas adversidades, mas conseguimos dar a volta… Era de esperar um céu estar cinzento, que combinasse com a letra da música e estava um dia de verão, o céu completamente aberto. À noite, a geradora que alimentava o sistema de som não suportou tamanha potência. Tivemos de andar como loucos a ligar para várias pessoas para nos arranjarem uma outra geradora: conseguimos. Quem corre por gosto não cansa!
Editaram agora o vosso primeiro trabalho de originais, em formato digital, com a Editora Farol. Como está a correr todo o processo?
Surpreendentemente bem! Graças a esta nossa “parceria” com a Editora Farol Musica temos vindo a alcançar objetivos que por nós só seria muito mais difícil de realizar. Temos, por exemplo, conseguidas entrevistas em rádios nacionais e, mais recentemente, o nosso tema “É o Amor” foi escolhido para fazer parte da banda sonora da telenovela “Espelho D’Água” (SIC). Jamais imaginámos alcançar tal feito em tão pouco tempo… Na verdade, começámos no “ativo” há menos de dois anos.
Do que nos falam as vossas músicas?
Tentamos passar a mensagem de “um mundo melhor”. A mensagem é para todas as pessoas, sem exceção, começando por nós! Cada um de nós pode fazer a diferença. Nunca é tarde para mudar, para fazer o bem, para perdoar.
Quando vamos para cima de um palco, sejam os temas nossos ou de outros artistas, interpretamos, sempre à nossa maneira, com o nosso toque pessoal, sempre com muita energia e garra. Queremos ver sorrisos quando cantamos para o público. Felizmente, é o que acontece muitas vezes!
Quem é a vossa equipa?
The Code é composto por Marisa Oliveira (29 anos), na voz; Félix Medeiros (26 anos) na guitarra; Hugo Medeiros (27 anos) no piano; Amadeu Medeiros (23 anos) na bateria; André Ferreira (25 anos) no baixo. Temos, também, dois técnicos de som que nos acompanham nos nossos concertos, sendo estes José Pereira e Luís Aguiar.
Que espetáculos estão programados para breve?
Não temos parado, o que é ótimo para nós! Já tivemos vários concertos este verão que ficarão, certamente, na nossa memória. Todos são especiais, mas marcaram-nos, especialmente, o Festival do Chicharro (Ribeira Quente) e a Festa do Baleeiro (São Vicente Ferreira) pela sua grandiosidade. Temos, brevemente, a Festa Branca (Ponta Delgada), Grandes Festas do Divino Espírito Santo (Massachusetts), Sunset Color Fest (Santa Maria), Festival das Marés (Mosteiros) e muitos mais!
Quais são as vossas expetativas para este projeto?
Costumamos seguir a linha de “um dia de cada vez!” Até hoje alcançámos feitos dos quais estamos tão orgulhosos e gratos. Lançar um álbum com mais temas nossos está na nossa lista de afazeres e o qual ambicionamos muito. Temos trabalhado em novo temas e, mal surja oportunidade, vamos lançá-los!nO nosso objetivo é, principalmente, mover e tocar as pessoas com a nossa garra e mensagem. A música é universal. A música, tal como o amor, move multidões.
Que espaço tem a música nos Açores, na vossa opinião?
A sociedade, em geral, “alimenta-se” de tendências.
Felizmente, cada vez mais se adota o hábito de ouvir e apreciar música, nomeadamente música ao vivo. Os Açores não são exceção! Hoje em dia, torna-se mais “fácil” mostrar o trabalho que fazemos. Dispomos de ferramentas que, assim, o permitem (internet, redes sociais, etc.). No entanto, poderia ser mais fácil…Apesar de se promover a música e artistas açorianos de uma forma ou de outra, acho que ainda há muito talento por descobrir e muitos por promover e apoiar.
Cada vez mais, existem eventos que visam projetar-nos, pelo menos, regionalmente. Mas acho que mais poderia ser feito para levarmos o nome Açores mais longe.

Facebook The Code: https://www.facebook.com/marisaoliveirathecode/
Videoclip “É o amor”: https://www.youtube.com/watch?v=NEOb94CEHf8

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About Author

Formada em Comunicação Social e Cultura, pela Universidade dos Açores, Patrícia Carreiro tem como paixão os livros. Já escreveu e publicou os seguintes livros: A Distância que nos Uniu, Amizade a branco e preto, O fio perdido e Os limites do coração. Enquanto jornalista já passou pela RDP e RTP Açores, Açoriano Oriental, Expresso das Nove e JornalDiário.com. Foi representante da Chiado Editora e da Pastelaria Studios Editora nos Açores e coordena o projecto EscreVIVER (n) os Açores. Atualmente, é diretora editorial e jornalista da 9idAzoresNews.

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