Luta contra o preconceito, luta por uma melhor democracia!

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Quando se fala na luta dos direitos LGBT e no combate à sua discriminação, estamos a falar em democracia acima de tudo. É isso que as pessoas devem perceber de uma vez por todas. Todos, independentemente da orientação sexual ou identidade de género, podem e devem participar nas iniciativas LGBT. Sim, os heterossexuais estão incluídos!
A democracia não é um dado adquirido, basta estar um pouco atento ao que se passa pelo mundo. Os ideais fascistas da extrema direita estão de novo a ganhar força, aproveitando o descontentamento da população com discursos vazios e populistas. Muitas iniciativas, incluindo as marchas e concentrações LGBT, são um forte “Não” a esta crescente tendência extremista.
As iniciativas LGBT têm grande adesão nos grandes centros urbanos. Por exemplo, participaram mais de 10 mil pessoas no dia 17 de junho em Lisboa. Este ano foi dedicado especialmente à exigência da despatologização das identidades trans.
Vivi muitos anos em Lisboa e recentemente regressei para ilha Terceira, de onde sou natural. Tomei a iniciativa de organizar em Angra do Heroísmo uma concentração LGBT também no dia 17 de junho. No entanto, não teve grande adesão, apesar de ter sido bem divulgada. Para ser sincero, já esperava que tal acontecesse. Na Região, ainda uma boa parte das pessoas que fogem da visão heteronormativa tem dificuldades e receio em se expressar ou em viver a sua sexualidade/identidade de género livremente sem serem censuradas, isto num contexto social. Essas dificuldades, muitas vezes, começam logo no seio familiar e de amigos.
O balanço foi positivo e conseguimos passar a mensagem. Este tipo de iniciativas leva o seu tempo a ter repercussão nas massas, uma vez que a sociedade açoriana em geral ainda continua a ter uma visão bastante conservadora. Lutar contra o preconceito é uma luta diária! A iniciativa que realizei, envolvendo muitas pessoas que me ajudaram e apoiaram, é apenas uma chamada de atenção.
Vamos a isto! Luta contra o preconceito, luta por uma melhor democracia!

Guilherme Parreira
Natural da Ilha Terceira, Guilherme Parreira tem 29 anos. Aos 19 foi viver para Lisboa onde estudou Geografia e Planeamento Regional na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Entrou para a escola de música JBjazz, onde esteve dois anos. Mais tarde decidiu ter apenas aulas particulares, tendo vários professores de bateria. Regressou à Terceira no final do ano 2016.

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Pretendemos ser uma ponte entre os Açores e a diáspora açoriana e divulgar casos de sucesso e positivos, que sejam exemplos de iniciativas que acrescentam algo de inovador.

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