Açorianos velejaram com sucesso em Martinica

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Na Vela, a Selecção dos Açores ficou na 3ª posição da classificação geral. Em Femininos, alcançou o 2º lugar, graças às velejadoras do Clube Naval da Horta e, em Masculinos, não passou do 4º lugar, devido à lesão de Henrique Medeiros.
Mariana Rosa e Maísa Silva, do Clube Naval da Horta, ficaram no 2º lugar do pódio, em Femininos, nos Jogos das Ilhas Martinica 2017

Duarte Araújo é um treinador feliz! No cômputo geral, a Selecção Açoriana conseguiu alcançar o 3º lugar do pódio e, em Femininos, graças às (“suas”) melhores velejadoras do Clube Naval da Horta, Mariana Rosa e Maísa Silva, foi possível arrecadar a 2ª posição. Em Masculinos, Duarte Barcelos e Henrique Medeiros não foram tão felizes, ficando na 4ª posição. Contudo, tratou-se de uma digna prestação, em que os açorianos ficaram ao lado de adversários tão difíceis como a Sicília e a Córsega.
Nesta que foi a 21ª edição dos Jogos das Ilhas, e que decorreu de 9 a 14 do corrente, em Fort-de-França, na ilha de Martinica, França, os Açores participaram com 76 atletas, entre os 12 e 16 anos. A comitiva açoriana integrou, ainda, 16 técnicos e dirigentes e 3 elementos da Direcção Regional do Desporto (DRD).
No que concerne à Vela, competiram 16 atletas de 4 diferentes ilhas. Os Açores fizeram-se representar por Mariana Rosa e Maísa Silva, do Clube Naval da Horta (CNH), respectivamente a 1ª e a 2ª do Ranking Regional Feminino; Henrique Medeiros, do Clube Naval de Ponta Delgada (CNPD); e Duarte Barcelos, do Clube Naval da Praia da Vitória (CNPV), igualmente os dois primeiros do Ranking Regional Masculino.
Nesta pequena entrevista, o Treinador da Selecção Regional explica como decorreram estes dias, que não foram passados só à volta da Vela.

Qual o teu comentário aos resultados alcançados pela Selecção Açoriana nos Jogos das Ilhas Martinica 2017?
A Selecção dos Açores, na modalidade da Vela, ficou na 3ª posição da classificação geral. Em Femininos conseguiu o 2º lugar e em Masculinos o 4º. Quando partimos para o último dia, a apenas 5 pontos do 2º lugar Masculino e dispostos a lutar pelo título, o atleta Henrique Medeiros teve uma lesão no pé, o que o impediu de continuar as regatas e acabámos por cair para a 4ª posição. 
Em termos individuais, o Duarte Barcelos (Clube Naval da Praia da Vitória, ilha Terceira) obteve um 3º lugar na classificação geral e a Mariana Rosa (Clube Naval da Horta) um 2º lugar em Femininos. 
Na classificação geral, e na modalidade desportiva da Vela, a Selecção dos Açores ficou no 3º lugar do pódio, ao lado da Sicília e da Córsega

Como classificas o desempenho dos Açores?
Em Vela, os atletas portaram-se de acordo com a sua experiência e competências. Podíamos ter feito um pouco mais, mas surgiram contrariedades, também devido a alguma inexperiência. 

Quais foram as maiores contrariedades?
Além da lesão já mencionada, tenho de apontar também as avarias nos barcos, que impediram uma melhor prestação. 

Quais foram os adversários que deram mais luta?
Tal como esperávamos, a Córsega e a Sicília foram os adversários mais fortes e a Martinica subiu de nível, aproximando-se dos lugares da frente.

Como se sentem as nossas velejadoras?
Sentem-se extremamente privilegiadas por terem estado neste evento, pois não é para todos e não existe noutras regiões de Portugal. A localização da edição deste ano dos Jogos das Ilhas tornou toda a experiência inesquecível. 

As expectativas foram atingidas?
Não foram atingidas devido à falta de provas competitivas para tornar os nossos velejadores capazes. Esperamos sempre que durante a prova sejam adquiridos conhecimentos que demoram muitas provas e anos a adquirir. Acaba por ser frustrante exigir dos atletas resultados que sabemos que são possíveis pelo facto de eles não estarem em condições de poder atingi-los. Contudo, sendo este um problema regional, torna-se normal aceitar estes resultados como bons ou adequados, mas a verdade é que não estão próximos do que se espera de uma Selecção Regional, comprometida na participação de um evento desta natureza e com os custos que o mesmo acarreta. 

Qual o sentimento da nossa comitiva?
O sentimento da comitiva da Vela é que, por muito que se treine, sem participações em provas competitivas, não se adquire conhecimentos de regata, mas estão cientes de que deram o seu melhor para representar condignamente os Açores. 

Os Açores devem estar orgulhosos desta prestação?
Sim, quando se dá tudo o que o físico e a mente têm para dar, os erros de inexperiência não se resolvem só com vontade e determinação, é preciso algo mais.

Foi só competir ou houve programa social?
Um dos aspectos positivos desta competição foi o facto de juntar todos os atletas,  de diferentes origens, culturas e estratos sociais numa só localização, obrigando ao intercâmbio cultural e social. Um evento desportivo desta natureza não está à disposição da maior parte dos atletas regionais noutro formato. Felizmente deu para aproveitar toda esta experiência.
No que diz respeito à Vela, houve uma confraternização e ajuda exemplar entre todos e fizeram-se amizades que perdurarão.

Estão cansados, mas aprenderam muito?
Sim, não foi tudo passeio e piscina. Devido à distância e trânsito local, os horários obrigavam a acordar muito cedo e a fazer muitas horas de autocarro para estarmos a tempo no local de prova. O calor e o sol atingiram particularmente esta selecção, que sofreu bastante com a desidratação.
Felizmente, pude contar com uma das melhores equipas nestas 3 edições em que tive o privilégio de participar. Noto que a cada competição, procuram melhorar e aprender, e todos estes 4 velejadores têm o espírito certo para representar uma Região. 

Foram muito bem recebidos?
Tenho de enfatizar a forma como fomos recebidos pelos franceses da Martinica, que foram extremamente prestáveis e simpáticos, fazendo-nos sentir muito bem. São um povo maravilhoso!

Deslocações como estas implicam apoio, trabalho, empenho?
Naturalmente que sim. Por isso, quero aproveitar esta oportunidade para, publicamente agradecer ao Representante da Associação Regional de Vela dos Açores (ARVA), que nos acompanhou, António Pedro Oliveira, bem como a coordenação feita pela Direcção Regional do Desporto que, fizeram de tudo para proporcionar aos atletas da Vela as melhores condições possíveis, e este apoio foi precioso. Estamos reconhecidos.

Entrevista realizada pelo Clube Naval da Horta
Fonte e fotos: Clube Naval da Horta

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Pretendemos ser uma ponte entre os Açores e a diáspora açoriana e divulgar casos de sucesso e positivos, que sejam exemplos de iniciativas que acrescentam algo de inovador.

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